23 de abr. de 2012

A felicidade está em todos os lados


“ Ainda bem que eu posso enfim ver e apreciar a verdade, e pelo conhecimento da verdade viver a mais ditosa, e risonhas das vidas.”


 De tão alegre que Simplício estava até mandou um artigo para todas as gazetas da cidade, anunciando e elogiando o armazém do Reis, que foi o local da fabricação de sua deslumbrante luneta mágica. Mas isso não agradou ao Reis, que brabo não queria a fama de ter um armazém mágico, ele, apesar de tudo, não acreditava na magia do seu empregado armênio; Reis enxergava apenas o mundo com seus olhos cientistas. Devido a isso, proibiu o armênio de fabricar qualquer outro tipo de luneta ou objeto mágico e caso descumprisse suas ordens seria despedido, pelo bem da reputação do seu armazém! Simplício ficou chateado em descontentar o amigo, mas não fez por maldade, oposto disso, fez isso para aumentar a clientela do Reis que tanto o ajudara.
Em todos os lugares que Simplício direcionava sua luneta, não vi nada além de pureza e amor. Todas as mulheres o desejavam com a mais suave inocência e implorando elas para que esse amor ardente não seja notado por Simplício. Todas mulheres eram lindas, jovens com corações puros e almas apaixonadas. Anica, até ela era apaixonada por Simplício, ele via isso toda vez que a fitava com sua luneta, ele via o amor que crescia dentro dela por ele, até pensou em pedir a prima em casamento. Porém, ele estava indeciso! Eram dezenas de jovens lindas e por todas elas Simplício derretia de amores platônicos; o amor que ele sentia era exatamente igual por todas elas, chegando a fazer com que ele sofresse, pois não conseguia decidir de qual pedia a mão.

"Dizem que com uma paixão mata-se outra: é engano! Eu já me abraso em trinta e três paixões, e creio que irei além. "

 Simplício fez vários amigos, era tão intimo de todos que confiava seu dinheiro para eles,  não se importava em emprestar grandes quantias, bem pelo contrario, Simplício sentia-se mais leve quando emprestava a um amigo que passava grandes dificuldades como mostrava sua luneta mágica.
Emprestou grande quantia também ao senhor Nunes, que prometeu pagar assim que possível, dava jóias e pagava jantares as moças com ideais virgens, como a Esmeralda, por exemplo. Sempre na rua, no teatro e em outros lugares Simplício escutava comentários relacionado as pessoas com quem ele andara ultimamente, diziam que suas amigas e companheiras eram de baixa moral, prostitutas. Seus amigos não passavam de trapaceiros, desprezados por qualquer homem em sua sã consciência. Mas Simplício não acreditava nas palavras do povo, pois via a verdade com clareza diante de seus olhos, e sabia que nenhum dos seus amigos eram caluniadores ou algo do gênero.

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