De tão alegre que Simplício
estava até mandou um artigo para todas as gazetas da cidade, anunciando e
elogiando o armazém do Reis, que foi o local da fabricação de sua deslumbrante
luneta mágica. Mas isso não agradou ao Reis, que brabo não queria a fama de ter
um armazém mágico, ele, apesar de tudo, não acreditava na magia do seu
empregado armênio; Reis enxergava apenas o mundo com seus olhos cientistas.
Devido a isso, proibiu o armênio de fabricar qualquer outro tipo de luneta ou
objeto mágico e caso descumprisse suas ordens seria despedido, pelo bem da
reputação do seu armazém! Simplício ficou chateado em descontentar o amigo, mas
não fez por maldade, oposto disso, fez isso para aumentar a clientela do Reis
que tanto o ajudara.
"Dizem que com uma paixão mata-se outra: é engano! Eu já me abraso em trinta e três paixões, e creio que irei além. "
Simplício fez vários amigos, era tão intimo de todos que
confiava seu dinheiro para eles,
não se importava em emprestar grandes quantias, bem pelo contrario,
Simplício sentia-se mais leve quando emprestava a um amigo que passava grandes
dificuldades como mostrava sua luneta mágica.
Emprestou grande quantia também
ao senhor Nunes, que prometeu pagar assim que possível, dava jóias e pagava
jantares as moças com ideais virgens, como a Esmeralda, por exemplo. Sempre na
rua, no teatro e em outros lugares Simplício escutava comentários relacionado
as pessoas com quem ele andara ultimamente, diziam que suas amigas e
companheiras eram de baixa moral, prostitutas. Seus amigos não passavam de
trapaceiros, desprezados por qualquer homem em sua sã consciência. Mas
Simplício não acreditava nas palavras do povo, pois via a verdade com clareza
diante de seus olhos, e sabia que nenhum dos seus amigos eram caluniadores ou
algo do gênero.
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