23 de abr. de 2012

A morte

    Um dia ao passar por um enterro Simplício viu a morte, que tanto é julgada e caluniada pelos homens, porém essa na verdade é o principio da vida e da luz. Ela é o Jordão que lava as culpas:

“ Eu desejava, almejava morrer. Morrer era começar a viver... e a viver que vida de delícias! Eu acabava de conceber a idéia, e de abraçar-me com a idéia do suicídio.”

    A visão do bem agora o levava completamente ao “mal”. Simplício examinou a cidade e se lembrou de um bom lugar para se livrar desse peso que carregava, chamado de vida. Ele iria se atirar do Corcovado! No caminho da ladeira encontrou um homem com quem conversou um pouco sobre a morte, até um pedaço subiram o morro juntos, mas depois se separam e Simplício voltou a refletir sozinho:

“Oh! eu vou morrer, por que não experimentarei a visão do futuro?... que me importa que se quebre a luneta, quando mais não posso usar dela?”

   Então, ao chegar no corcovado olhou o abismo que havia embaixo dos seus pés, e antes de se jogar realizou seu ultimo desejo: fixando a luneta sobre o Rio, e aos treze minutos ela novamente se espatifou.
Na escuridão dos olhos Simplício correu para o abismo berrando: adeus!

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