Um dia ao passar por um enterro Simplício viu a morte, que
tanto é julgada e caluniada pelos homens, porém essa na verdade é o principio
da vida e da luz. Ela é o Jordão que lava as culpas:
“ Eu desejava, almejava morrer. Morrer era começar a viver... e a viver que vida de
delícias! Eu acabava de conceber a idéia, e de abraçar-me com a idéia do
suicídio.”
A
visão do bem agora o levava completamente ao “mal”. Simplício examinou a cidade
e se lembrou de um bom lugar para se livrar desse peso que carregava, chamado
de vida. Ele iria se atirar do Corcovado! No caminho da ladeira encontrou um
homem com quem conversou um pouco sobre a morte, até um pedaço subiram o morro
juntos, mas depois se separam e Simplício voltou a refletir sozinho:
“Oh! eu vou morrer, por que não experimentarei a visão do
futuro?... que me importa que se quebre a luneta, quando mais não posso usar
dela?”
Então, ao
chegar no corcovado olhou o abismo que havia embaixo dos seus pés, e antes de
se jogar realizou seu ultimo desejo: fixando a luneta sobre o Rio, e aos treze
minutos ela novamente se espatifou.
Na escuridão dos olhos Simplício correu para o abismo
berrando: adeus!
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