Essa luneta é para nós como a
primeira, só que neste caso ela projeta somente a visão do bem. Agora a família
de Simplício voltou a ser o mar de rosas que era antes de ele entrar em contato
com a maldade. Agora ele voltou a ver somente a inocência em tudo e todos,
assim como a que ele “via” quando era um míope sem lunetas.
Mas como será que Simplício
mudara tão fácil de opinião? Antes ele amaldiçoou toda a criança divina e agora
com essa visão nova passa a amar
tudo o que olha? E as jovens lindas e formosas com quem ele anda? Serão elas
realmente inocentes? Francamente, nós achamos e prevemos que Simplício terá sua
fortuna secada que nem pingo de água em chapa quente do fogão: Pelas suas
companheiras, que julgamos prostitutas, pelos locais que freqüentam e pelas opiniões
de amigos do Simplício; e ele será sugado também por esses seus novos amigos,
que apostamos que sumirão assim que a água do poço secar e as vacas ficarem
magras.
Nossa, será que é tão difícil se
convencer que essa visão que Simplício acha ser do bem na verdade está lhe
causando o mal?
Ao que notamos ele não aprendeu nada
com a primeira luneta que lhe trouxe sofrimentos, devido a enorme confiança que
despejo sobre ela, assim como faz com a segunda que também está começando a lhe
trazer tristezas.
Nesse ponto devemos concordar que
Simplício realmente tem miopia moral! Antes, achávamos que não, e isso era só
uma idéia da sua cabeça, porém, agora refletimos que só um tolo para acreditar
mas nos seus olhos, que uma vez já o enganaram, do que acreditar naqueles que
ele procurou quando precisou, e sempre foi muito bem atendido; como o Reis, que
disse que Nunes era homem de mau-caráter com idéias interesseiras. Mas
Simplício não deu bola, e seguiu defendendo e bajulando seu “amigo” Nunes.
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