Essa luneta mostrava a visão do
mal, e por isso o armênio recomendara que Simplício se abstivesse de fixa-la
por mais de três minutos em algum objeto. Mas, Simplício muito curioso e
teimoso chegou na conclusão:
“ Todavia está
me parecendo que ver o mal que se contém em um homem, mulher ou em qualquer
objeto pode antes ser útil do que nocivo, porque em todo o caso me servirá para
fugir do mal.”
Simplício não obedeceu os
conselhos do mágico armênio, e passou a fixar a luneta em tudo para escapar do
mal que há no mundo.
Que horror, quanta maldade
Simplício via em tudo, até em um delicado beija-flor, ou em uma suave aurora
essa luneta mostrava falsidade, inveja, ciúmes e ódio.
Simplício, mas uma vez vencido pela curiosidade resolveu
descobrir com quem vive, e fitando a luneta em um a um de seus três parentes
viu.. Anica, mulher invejosa, sem caridade, incapaz de ter amizades, coração
gelado e alma calculista. Simplício se encontro dentro do coração da prima,
como uma incógnita, uma opção de marido: rico.
Simplício estava com desejo de
esmerilhar os segredos dos outros corações que o cercavam, agora era a vez de
fitar o mano Américo:
“ Homem ambicioso, vulgar e vaidoso, que só pensa em
dinheiro e poder, coração corrompido! Enriquecer é a sua idéia: se chegar a
possuir cem mil contos terá ambição cem mil vezes maior.”
Rouba o dinheiro da família e o desvia para sua própria conta. Agora Simplício terá que encontrar um novo administrador da sua herança!!
Rouba o dinheiro da família e o desvia para sua própria conta. Agora Simplício terá que encontrar um novo administrador da sua herança!!
Até a tia Domingas! Ela fingia
ser religiosa, mas, não passava de uma velha calculista que sonhava em ver sua
filha, Anica, se casando com algum dos primos, mano Américo, o mais rico. E em
ultima hipótese, Simplício.
Transbordando de amargura e
desiludido em relação aos seus parentes que tanto amava e tanto admirava;
perdeu a confiança e o amor que despejava neles.
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